O propósito deste estudo foi determinar as características clínicas e ultra-sonográficas mais comuns presentes na torção ovariana.
Foi realizada uma revisão retrospectiva dos prontuários e dos exames ultra-sonográficos em 39 pacientes do Centro Médico da Universidade de Vanderbilt e Hospital das Crianças de Vanderbilt no período de 5 anos, cujo diagnóstico de torção ovariana foi comprovado pela anatomia patológica.
O volume dos ovários afetados e dos complexos ovário/massa foi randomizado e comparado por idade. Todas as pacientes (100%) apresentavam dor abdominal como sintoma principal. Trinta e três pacientes (85%) apresentaram vômitos; 22 (56%) apresentaram leucocitose e 7 (18%) apresentavam elevação da temperatura. Todos os ovários e complexos ovário/massa estavam aumentados.
Vinte e uma pacientes (54%) tinham fluxo arterial no estudo Doppler e 18 (46%) não tinham. Treze (33%) tinham fluxo venoso no estudo Doppler e 26 (67%) não tinham. Não houve diferença estatisticamente significante quanto à presença de fluxo arterial e venoso entre os grupos de pacientes na pré-menarca e na menacme.
Concluiu-se que dor abdominal, vômitos, aumento ovariano e a ausência de fluxo venoso no estudo Doppler são os sinais clínicos e ultra-sonográficos mais freqüentemente observados e indicativos de torção ovariana.
No entanto, o aumento ovariano, mesmo na presença de fluxo arterial e venoso no estudo Doppler, é o achado ultra-sonográfico mais comumente observado. Portanto, deve-se suspeitar clinicamente da presença de torção ovariana sempre que houver sintomas clínicos e a constatação ultra-sonográfica de aumento ovariano, independentemente da presença ou ausência de fluxo sangüíneo no estudo Doppler (arterial ou venoso).
Fontes: J Ultrasound Med
Libby L. Shadinger, Rochelle F. Andreotti, Rachel L. Kurian
Departments of Radiology and Radiological Sciences, Vanderbilt University Medical Center, Nashville, Tennessee USA